Xenofolia? Festa xenofóbica termina em caso de polícia em São Paulo
O que parecia uma simples e tradicional festa entre amigos universitários terminou na prisão de 32 adolescentes em São Paulo. Denuncias anônimas deram conta de que um grupo de jovens celebrava regularmente seu desejo de não aceitar a diferença. Uma vez por mês se encontravam num apartamento de um bairro nobre da cidade, como numa reunião usual de colegas que bebem e jogam conversa fora. Entretanto, a “Xenofolia”, nome dado à festa à fantasia, estimulava os participantes a irem vestidos de figuras tipicamente alvos de preconceitos históricos. Os estudantes se travestiam de nordestinos, árabes, mexicanos, africanos, judeus, entre outros e trocavam xingamentos gratuitos, atacando os predicados mais comuns os grupos escolhidos como alvos. Exerciam essa atividade por horas. Os 32 jovens foram enquadrados em crime de racismo, resultante de discriminação ou preconceito de raça, de cor, etnia, religião ou procedência nacional. Um dos universitários detidos tentou se defender. “Nós usamos essa celebração para defender o direito à intolerância. Não aceitamos viver numa sociedade multicultural. As esquerdas destruíram esse país, vivemos a ditadura de uma tolerância repressiva!”, disparou.
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