Diario Pernambucano – Falsiê, mas sem farsas.

Segundo ambientalista SUAPE é “um grande carnaval fora de época”

Destruir estuários em Suape é coisa comum

Quem se recorda do Recifolia, micareta extinta em 2003, sabe que esse acontecimento era pouco saudável para a cidade e ainda menos benquisto entre a maioria dos cidadãos. A passagem virulenta dos blocos destruía tudo e só deixava lucro para políticos e empresários. O cidadão e a cidade permaneciam em desvantagem, afetados e incomodados com tamanha desmedida e despropósito. Segundo o ambientalista Gregor dos Santos, o Porto de Suape é uma espécie de micareta industrial. “A ideia de Suape me parece a mesma do Recifolia, guardadas as proporções. Suape é bom para Pernambuco? É bom para os políticos pernambucanos, para empresas privadas e para muitas pessoas de outros lugares. Dos 43 mil funcionários atuais, apenas 8 mil são locais. Logo, o dinheiro está em forte vazão. Boa parte do que é produzido ali, não necessariamente fica no Estado. Para o porto funcionar, não é sequer necessário que mercado consumidor seja local”, polemiza. Além disso, ainda segundo estudos do ambientalista, uma ampla área de vegetação entre Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho está sendo suprimida indiscriminadamente. O funcionamento ambiental, o nicho de diversas espécies marinhas e os resquícios dos estuários são enterrados enterrados vivos. Quem passa por Suape, ao menos quem o faz desde o mar, presencia o assassinato de diversas áreas de estuário. “A cena da construção de Suape é aterradora, literalmente. Quem observa toda a estrutura do ponto de vista do mar, sai de lá com um sentimento de tristeza. O que há de dantesco nesse mega empreendimento, é do mesmo tamanho da irresponsabilidade ambiental. Uma fração assustadora da área de mangue está sendo aterrada, destruída”, sustenta Gregor. De fato, Suape não parece cumprir os acordos de compensação ambiental que vêm sendo estampados em seu site oficial. Nos últimos 10 anos, o Porto, que existe desde a década de 70 mas só agora vê a glória chegar com força, já desmatou 365,36 hectares de vegetação nativa. “Além do mais, sabe-se que Suape está trabalhando na retirada dos pescadores da Praia do Paraíso, gente que vive há pelos menos 80 anos no local. Sem contar o prejuízo aos patrimônios históricos, o aumento considerável da violência, fruto da imigração descontrolada e o processo de favelização, o excesso de caminhões nas rodovias e o impacto cultural, como por exemplo o fim da tradicional Festa da Lavadeira. É ou não é uma festa financeira, bizonha e desmatadora como o Recifolia?”, complementa Gregor.

lala

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Publicado por em 21 setembro 2013. Arquivado em Mauritsstad, Meio Ambiente, Últimas. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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