Diario Pernambucano – Falsiê, mas sem farsas.

No Recife, professor dá aula temática com roupas de couro para falar do Marquês de Sade

 

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Professor de história tematizou a sala de aula para falar do Marquês de Sade e o sadismo. Resultado? Polêmica.

Após a polêmica da aula de história decorada com símbolos do nazismo no colégio Santa Humília, no Recife, um novo caso chamou ainda mais a atenção do sistema de ensino da capital de Pernambuco.

Na escola particular Monsenhor Pedro Sandice, o professor de história Cláudio Porfírio resolveu expor a obra do Marquês de Sade de uma maneira bastante peculiar e polêmica. Para elucidar o conteúdo da obra “120 Dias de Sodoma”, Porfírio se vestiu com roupas de couro mínimas e ambientou a sala como se fora um recinto sadomasoquista. Naturalmente que a performance causou quiproquó entre pais e alunos.

Se no primeiro caso a suástica nazista foi utilizada na aula com o objetivo de tornar mais dinâmico o ensino sobre regimes totalitários, no segundo, as roupas de couro, típicas de rituais sadomasoquistas, foram utilizadas para explicar a genealogia do termo sadismo desde suas origens até seu significado contemporâneo.

Sob protestos dos pais dos alunos, a direção se justificou. Segue abaixo a nota de esclarecimento completa do colégio Monsenhor Pedro Sandice:

CPS – Colégio Pedro Sandice Unidade Várzea – Nota de Esclarecimento

O corpo administrativo e pedagógico do Colégio Pedro Sandice Unidade Várzea vem a público manifestar-se a respeito da postagem publicada nas nossas redes sociais sobre a aula do professor Cláudio Porfírio e tranquilizar pais, alunos e a comunidade que confia no trabalho realizado por nós.

  1. A aula ministrada pelo professor de história, Cláudio Porfírio, cujo tema foi Marquês de Sade, desenvolveu-se em um ambiente temático, com o intuito de torná-la mais dinâmica e interativa, oferecendo aos alunos uma experiência mais diferenciada.
  2. Durante o decurso da aula, segundo relatos dos nossos alunos, em momento algum cogitou-se a possibilidade de orgias e violência (mesmo que por prazer). Pelo contrário, o professor trouxe à tona quão perigoso pode ser a dejeção em mundanidade fútil, simples prazeres sensuais e voluptuosidade.
  3. Os professores e equipes que compõem esta instituição não compactuam com valores que incitam o prazer celerado, a impudicidade, a sodomia, libertinismo, gratificação sexual, o relacionamento aberto, o desprezo à instituição do casamento. Acreditamos, sim, como educadores, na potência de crescimento do nosso corpo discente e nos valores monogâmicos e retos.
  4. Decidimos, de forma estratégica, excluir a postagem específica do Facebook, dados os comentários agressivos e lamentamos profundamente que a forma encontrada pelo professor para ministrar a aula tenha sido má interpretada.
  5. Por fim, queremos agradecer ao apoio e a solidariedade dos pais e dos alunos sobre o ocorrido. De qualquer forma, também queremos pedir desculpas caso alguém tenha se ofendido devido à divergência da intenção do professor em ministrar a aula.

lala

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Publicado por em 13 abril 2017. Arquivado em Destaques, Mauritsstad, Últimas. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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