Diario Pernambucano – Falsiê, mas sem farsas.

Ministério do Esporte estuda acabar com a CBF, próximo técnico será estrangeiro e Seleção passará a naturalizar jogadores

ACABOOOU

“Acabôôô, acabôôô!” (BUENO, Galvão)

A Seleção Brasileira está morta e faleceu não apenas futebolisticamente. Enquanto instituição, resiste apenas uma carcaça em putrefação há tempos embalsamada. Diz-se isso não apenas pela atuação vexatória em 2014, mas pelo baixíssimo nível técnico do campeonato nacional desde que os valores da casa passaram a ser automaticamente exportados. Encarada a realidade, vozes do Ministério do Esporte, acatando assertivas do Movimento Bom Senso Futebol Clube, ventilam uma campanha de dissolução da CBF – já encaminhada à presidência da república -, e criação de um órgão competente que repense o futebol nacional.

“A Seleção é apenas a ponta do iceberg, o resultado de um sistema démodé. A CBF, instituição falida, não representa nosso futebol. Tornou-se um abutre sedento de lucros, sem moralidade, associada à cartolagem, obediente às televisões. Uma empresa capitalista no sentido negativo do termo. Não podemos mais deixar um valor tipicamente tupiniquim imerso em politicagens tão profundamente canalhas. Pensamos, inclusive, em propor a retirada do brasão da CBF da camisa amarelinha e impor a bandeira do país”, afirmou Rivaldo Rebele, ministro do esporte.

Ademais, criado o novo órgão, a intenção é repetir a fórmula alemã – que possui no elenco um elevado e efetivo número de jogadores naturalizados – e transformar a Seleção Canarinho em uma verdadeira instituição multicultural. Conservadores já enxergam a atitude como heresia, uma vez que o tema é tabu.

“Não produzimos mais craques, apenas jogadores razoáveis. A pá de cal é permanecer no milagre aleatório das várzeas e na falácia da ‘ousadia e alegria’. Ainda há tempo! Não aguento mais meio-campistas que percorrem 13 quilômetros em campo (marcando mais do que armando) e no fim do jogo não fizeram nada! Quando a Seleção tem como destaque máximo a zaga e essa toma sete gols num jogo… Jô e Fred são atacantes e um Miranda fica de fora… Que venham os estrangeiros, que aproveitemos as Américas, a Ásia e a África! Encho-me de entusiasmo, por exemplo, ao ver a autenticidade de uma Costa Rica ou de uma Argélia. Vamos atrás desses valores”, provocou Rivelino, tricampeão do mundo no México em 1970.

Gaza

“Nem todo ‘massacre’ tem a cobertura que merece.” (Guardiola)

Em medida emergencial, ventila-se a contratação de um técnico estrangeiro para tentar ressuscitar o caráter moribundo da figura do “professor” que, no Brasil, se resume à figura do entregador profissional de coletes. Pep Guardiola, um dos pretendidos ao cargo, tem opinião formada.

“O Brasil é o país do futebol não pela qualidade lastimável dos campeonatos e dos jogadores. Com todo respeito, este país está no nível do Taiti em termos de organização. Se o Brasil é o país do futebol, isso se deve ao fato de que ali o futebol não é um esporte: é DNA, cultura, política, religião, status, paixão, notícia, vivência, bairro, ethos. Sinto-me orgulhoso de uma possível participação na história da Seleção mais gloriosa do planeta. No mais, há tragédias de maior proporção em marcha no mundo. Voltemos nossos olhos ao que acontece hoje entre Israel e Palestina”, avaliou Guardiola.

lala

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Publicado por em 13 julho 2014. Arquivado em Brasil, Cotidiano, Seleção Brasileira. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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