Diario Pernambucano – Falsiê, mas sem farsas.

Desaparecimento do prefeito do Recife pode ter envolvimento de seus próprios familiares

geraldo_julio

DRAMA URBANO – O prefeito do Recife está desaparecido desde o horário de almoço da última sexta-feira e, de acordo com testemunhas, alguns de seus familiares podem estar envolvidos no incidente. A descoberta do sumiço de Geraldo Júlio se deu quando diversos movimentos sociais da cidade se concentraram em frente ao prédio da Prefeitura – no Recife Antigo – exigindo uma reunião com o gestor municipal. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal, o grupo Direitos Urbanos, o Comitê Popular da Copa, a Frente Independente Popular de Pernambuco, o Centro de Cultura Luiz Freire, a troça “Empatando a Tua Vista” e outras entidades e indivíduos da sociedade civil sustentavam a necessidade de discutir com o prefeito as calamidades políticas decorrentes dos desmandos e posicionamentos totalitários do Secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga. A palavra de ordem era clara e entoada a todo momento pelos presentes: “Fora Braga!

Logo, o contraste entre a movimentação externa e o esvaziamento do edifício da administração – cujo lema propagado é “trabalhando sem parar” – tornou-se evidente. A presença maciça da Guarda Metropolitana, que bloqueava o acesso ao vão inferior do prédio, e policiais militares – alguns deles portando metralhadoras – também colaborou para a disseminação de um clima de estranhamento entre os manifestantes. A existência de que algo ia errado se confirmou com a resposta de que o encontro de representantes com o prefeito seria “inviável”. “É impossível que Geraldo Júlio, que enfatizou na sua campanha eleitoral a adoção de uma ‘nova política’, com abertura ao diálogo com a população, não aceite uma reunião para esclarecer quem está joaobraga-dirconditando as ações da Prefeitura do Recife. Se é o prefeito, legitimamente eleito pela população ou o secretário Braga, que não teve sequer sua nomeação aprovada pelo povo e agora age contra ele ao promover ações higienistas, incentivar a criminalização das organizações de trabalhadores e entregar a cidade às grandes construtoras sem ao menos se importar com a avaliação negativa dos impactos que isso gera na vida urbana. O prefeito tem que responder quem manda na cidade: se é o secretário ou ele!”, discursou Alcides Persecutio, da direção do SindiPoca (Sindicato dos Vendedores de Pipoca do Recife).

O desaparecimento do prefeito não teve confirmação oficial, mas declarações de vários funcionários do Executivo Municipal apontam que Geraldo Júlio foi visto deixando o prédio sob escolta, ou coerção, de muitos seguranças, aparentemente contra a sua vontade. Frente ao grande número de denúncias, a reportagem empreendeu, sem sucesso, diversas tentativas de contato com o prefeito. Ao apurar informações junto aos residentes do condomínio em que Geraldo vive com a família, recebemos um bilhete anônimo que dizia, simplesmente, que o mesmo estaria na casa da sua mãe. Denúncia que foi confirmada por uma moradora da vizinhança da residência de dona Júlia Geraldina de Mello, genitora do prefeito. A entrevistada, que pediu anonimato, confirmou ter presenciado a grande movimentação que marcou a chegada do político ao lugar, afirmando, inclusive, que Geraldo Júlio carregava um “biquinho” no semblante. “Como quem segura um choro que mal consegue conter”, relatou. Outra testemunha disse que muitos gritos foram ouvidos, vindos de dentro da residência. “Foi um escândalo! Havia choro e gritaria. Eu, que moro a duas casas de distância, pude ouvir claramente algumas coisas que foram ditas. Pelo que parece a mãe do prefeito soube algo através de um tal ‘tio João’ e esbravejou que Geraldo estava proibido de falar com ‘estranhos’. Parece que ele deu uma resposta que a desagradou e ela o mandou ir para ‘o quartinho’, dizendo que estava de castigo e passaria duas semanas ‘sem jogar SinCity’. Seja lá o que isso signifique…”, afirmou a testemunha.

lala

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Publicado por em 14 abril 2014. Arquivado em Mauritsstad, Política, Últimas. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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