Diario Pernambucano – Falsiê, mas sem farsas.

Decoração de rua para a Copa vira caso de polícia no Rio de Janeiro

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No Brasil, não há o que expresse mais o clima de Copa do Mundo do que a tradicional decoração das ruas que mobiliza vizinhanças por todo o país. Moradores se juntam em mutirões que enfeitam as vias com fitas verdes e amarelas e pinturas no asfalto. Neste, mesmo que seja escasso e irregular, sempre se encontra um espaço para a tradicional arte com a bandeira nacional e caricaturas mal-ajambradas dos mascotes do Mundial e dos jogadores da seleção canarinha. Porém, um incidente registrado na tarde do último domingo, na cidade do Rio de Janeiro, indica que a realização do campeonato no Brasil irá trazer seus “legados” a este cenário familiar e até oferecer riscos àqueles que se empenharem na sua produção.

De acordo com relatos de alguns de seus moradores, a Rua do Progresso – localizada no bairro carioca do Engenho de Dentro – transformou-se em um verdadeiro campo de guerra quando, por volta das 15h, um destacamento do Batalhão de Choque interrompeu, com balas de borracha e bombas de efeito moral, a festividade que os unia na decoração do local para a Copa do Mundo. “A gente ficou confuso, moço. Não sabia o que tava acontecendo. Todo mundo se divertia pintando a rua quando começaram as explosões e tudo ficou coberto pela fumaça. Tomei três tiros e dou graças a Deus por não terem mandado o Bope”, contou o rapaz de 19 anos que implorou à reportagem que seu anonimato fosse preservado. O depoimento dado por uma senhora que faz parte da associação dos moradores do bairro também destacou o abalo que o caráter inesperado da ação gerou entre os presentes: “Foi um susto! Ninguém esperava. Não era  protesto, não tinha nenhum ‘bloc’, ocupação de imóvel ou comércio ambulante na área que justificasse aquilo. A gente também não foi informado de que nenhuma obra da Copa seria feita aqui… Ou seja, não teve aviso e fomos pegos de surpresa!”

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O Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou a ação do Batalhão de Choque no Engenho de Dentro. Porém, na versão apresentada pelo órgão, “o exercício da força policial ocorreu dentro da legalidade, conforme disposto no Art. 9º da Lei Estadual nº 6363, de 19 de dezembro de 2012, já que a multidão havia se associado para cometer crimes contra a propriedade intelectual relacionada ao evento da Fifa, a saber: reprodução gráfica do mascote ‘Fuleco’ e das marcas ‘Copa 2014’ e ‘Brasil 2014’ no asfalto e calçadas da via pública em questão.” A operação resultou na prisão de três homens e apreensão de cinco menores por formação de quadrilha e outros crimes. Dois deles responderão por tentativa de homicídio contra policial e porte de aparato incendiário ou explosivo, visto que estavam “em posse de pincéis e latas de tinta, produtos costumeiramente utilizados por vândalos na disseminação de terror entre a população e com potencial utilização na fabricação de bombas incendiárias caseiras”, de acordo com o que foi descrito no Auto de Prisão em Flagrante ao qual a reportagem teve acesso.

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Publicado por em 30 abril 2014. Arquivado em Brasil, Policial. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

1 Comentário para “Decoração de rua para a Copa vira caso de polícia no Rio de Janeiro”

  1. Johne165

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