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Cientistas testam novo efeito da maconha: detectar ilegalidades

 

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Cientistas tentaram comprovar se a maconha confere cognição de manifestante. Movimento civil do Recife pode derrubar teoria.

Por ter uma qualidade vasodilatadora, o Tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, vinha sendo interpretado empiricamente como uma substância que transforma o usuário – taxado maconheiro -, num demente inativo.

Outros vereditos sociais dão conta de que a maconha transmuta um sujeito normal num vagabundo inveterado, assaltante, comunista improdutivo, esquizofrênico esquerdopata, metaleiro, desempregado ou, mais recentemente, integrante de grupos que ousam questionar ações governamentais/empresariais.

Um estudo de caso, impetrado pelos departamentos de ciência política, botânica e neurociência da UFPE/UFRPE tentou testar a tese que gera tal paradigma.

Desde 2012, um grupo formado no seio da sociedade civil vem questionando a legalidade e a legitimidade do projeto Novo Recife, a ser instalado na área do Cais José Estelita: estamos falando do movimento #OcupeEstelita, produto do coletivo Direitos Urbanos|Recife. Eles fazem parte de uma nova categoria política suscitada no imaginário da cidade: maconheiros.

Em evento recente, a ilegalidade envolvendo o leilão do terreno do Novo Recife, constantemente apontada pelo grupo de “maconheiros” supracitados, foi corroborada pela Polícia Federal. Houve amotinação geral na capital pernambucana. Passou-se a questionar se os maconheiros de fato tem alguma razão: nos sentidos clínico e político.

Inspirados pelo fato, um grupo de pesquisadores da UFPE/UFRPE, em atitude transdisciplinar, suscitou a tese de que a maconha pode ser fator preponderante nessa explosão de consciência política no Recife contemporâneo.

“Perguntamos-nos se a maconha é capaz de tirar um sujeito (seja lá de que classe social) da letargia política em que a população vive imersa de início e na maior parte das vezes. Será que foi a maconha que acordou esse povo todo, uma vez que a maconha, por suas propriedades, faz dormir?”, questionou Cláudio Brenfa Aires, botânico da UFRPE.

forbidden flower

Foram analisados 358 ativistas do movimento. Ilustradores, músicos, cineastas, doulas, professores, filósofos, algumas espécies de advogados, líderes comunitários e todo e qualquer tipo de sujeito cujo predicado possa ser enquadrado na categoria política “maconheiro”.

No sangue de 98% dos analisados, foi encontrada uma elevada taxa de inconformismo político e inadequação à sociedade coronelista ainda vigente no Recife. Os pesquisadores começam a julgar que não é o THC que causa os comportamentos de cunho político contra-hegemônico. Segundo os resultados preliminares, as pessoas que lutam pelo direito à cidade parecem ter adquirido cognição de manifestante não através de qualquer substância, mas devido à educação. O estudo conclui que a maconha não passa de um produto recreativo.

RadiaçãoRecifeFreiCaneca

lala

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Publicado por em 5 outubro 2015. Arquivado em Mauritsstad, Últimas. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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