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Cientistas detectam radiação no solo de monumento do Recife

Uma fonte de radiação ainda não identificada foi detectada na área do Forte das Cinco Pontas, localizado no bairro de São José, Centro do Recife. A descoberta foi feita por uma equipe de arqueólogos do Museu Nacional e da Universidade Federal de Pernambuco, que estuda os impactos que o Projeto Novo Recife terá sobre a estrutura da construção histórica, edificada por empreiteiros holandeses em 1630. “A iniciativa é independente, visto que a Prefeitura do Recife chegou a mudar leis, mas não exigiu nenhum Estudo de Impacto de Vizinhança do projeto”, informou Luciano Jejú, coordenador do grupo de trabalho.

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“Ao iniciar a fase de prospecção do local, identificamos uma fonte de radiação eletromagnética cuja interferência inviabilizou o uso do equipamento de detecção de estruturas e objetos soterrados. Fizemos a varredura da área e achamos que a emissão vem das proximidades do paredão externo ao forte, conhecido por ser o lugar onde Frei Caneca foi executado pelo Império de Dom Pedro I em 1825”, relatou Gustavo Fraud Leylaum, geólogo da UFPE que integra a equipe. O cientista ainda afirmou à imprensa que, desde a última semana de setembro, estão sendo realizadas leituras dos sinais de rádio a fim de identificar que tipo de material está os emitindo e avaliar se a radiação oferece riscos. A gravação de uma amostra captada no dia 30 foi apresentada durante a coletiva. A análise dos dados deve ser concluída em quinze dias.

Coincidências relembram lenda urbana recifense. A última quarta-feira não foi marcada apenas pelas diligências da Operação Lance Final da Polícia Federal, que apreenderam computadores e documentos nos escritórios das construtoras do Consórcio Novo Recife para investigação da fraude no leilão do Cais José Estelita – que é vizinho ao Forte das Cinco Pontas. O dia também encerrou mais um capítulo de uma das maiores lendas urbanas em linha reta da América Latina: a rádio pública municipal batizada, justamente, com o nome do frade mártir da Confederação do Equador. O Executivo, através do vice-prefeito Luciano Siqueira, havia estabelecido a data de 30 de setembro como prazo máximo para que a Frei Caneca FM fosse ao ar.

“A lei que cria a Rádio Frei Caneca é de 1960. Desde então, é uma promessa eterna, já que não houve criatura que a tirasse do papel”, explica Ivana Peres Sampaio, do Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom). “Nesses 55 anos de enrolação, gestores nomeados pela Ditadura, políticos da Arena, do DEM, do PMDB e petistas estão no mesmo saco.” Atualmente, rádio já tem frequência definida, 101,5 MHz, e aguarda que o prefeito Geraldo Júlio destine R$ 250 mil para a compra dos equipamentos de transmissão. “O valor é uma mixaria perto do total que a Prefeitura torrou com publicidade nos últimos três meses: 6 milhões de reais. Desde o início da sua gestão, o PSB também só fez falar e, infelizmente, não dá para saber se é alívio ou agravante o fato da rádio ter sido promessa de campanha. Tá mais fácil depilar a Perna Cabeluda do que a população do Recife ter uma rádio que dê voz a quem faz cultura sem pagar jabá”, desabafou a jornalista.

lala

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Publicado por em 5 outubro 2015. Arquivado em Arquitetura, Ciência, Mauritsstad. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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